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O Spray Anti-monstros

Pode começar baixinho logo antes da hora de dormir ou aparecer de repente num choro alto a meio da noite… “Mãaaaeeeee! Há um monstro debaixo da minha cama!”. Cheios de vontade de irmos para a cama ou ainda não totalmente acordados, damos por nós a pensar nesta tontice de ter medo de monstros que não existem e sai um “não precisas chorar, não há monstro nenhum”.

Mas como nos sentiríamos se nos dissessem que aquilo porque estamos a passar não é real? Se desvalorizassem aquela emoção que tanto está a mexer connosco? Os monstros até podem não existir mas os medos das crianças são bem reais.

Até aos 3 anos de idade as crianças costumam experienciar medo ao estar longe dos pais, perante situações/pessoas estranhas, ruídos fortes e animais. Entre os 3 e os 6 anos, os medos tornam-se mais elaborados e começam a assentar na fantasia: surgem os medos do escuro, monstros e fantasmas, de dormir sozinho e perder as figuras de referência. É muitas vezes esta a idade dos pesadelos e terrores noturnos, sendo sempre importante avaliar o grau de intensidade que o medo tem na vida da criança, procurando ajuda especializada quando necessário.

Seja qual for o medo da criança, é importante que este não seja ignorado ou desvalorizado. O que a criança precisa é sentir-se segura, ouvida e validada – “percebo que estás assustado(a)”; “estou aqui ao pé de ti”; “não faz mal ter medo”; “podes contar-me sobre o que te assusta?” estas são algumas frases que podem ajudar a criança a elaborar o que está a sentir.

Quando os medos surgem na hora de dormir, uma rotina tranquila ao deitar (com direito a spray anti-monstros!), um pijama confortável, um boneco para aconchegar e uns largos minutos de mimos dão uma boa ajuda!

 

Obrigado Patrícia Fernandes  Psicóloga Infantil (podem seguir no Instagram @slow.mae )

O que acharam deste texto? Também têm um spray anti-monstros para ajudar a dormir?

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O porquê das emoções

É fácil pensarmos em como a alegria nos faz sentir bem, a saudade nos dá um aperto no peito
e o medo nos faz sentir “frio na barriga”. Mas não é assim tão intuitivo lembrar o porquê de
sentirmos todas estas emoções.
Sabia que a alegria ajuda o cérebro a recordar aquilo que é importante para nós? E que a
surpresa nos ajuda a focar nas situações novas com que nos deparamos? Se calhar nunca
pensou que a raiva nos ajuda a lutar contra os problemas e que a confiança serve para nos
conectarmos com as pessoas que nos ajudam (estas pistas ajudam-nos um bocadinho melhor a
perceber a oscilação de emoções das nossas crianças e a sua importância no desenvolvimento
infantil, verdade?).
Todas estas emoções são melhor geridas e trabalhadas quando partilhadas. E que melhor
forma de fazê-lo do que a brincar? Todos sabemos que a brincar as crianças aprendem e se
desenvolvem; mas também é junto dos amigos que trabalham a empatia, aprendem a
respeitar o espaço do outro, a fazer cedências, a dar a vez, a ver a perspetiva do outro.
Em cada brincadeira de bonecas, construção de casinhas ou voo livre da imaginação nos jogos
de faz-de-conta, desenvolvem-se competências sociais e pessoais importantes: a expressar
ideias, pensamentos e sentimentos, a compreender escolhas, a lidar com a zanga e frustração,
a respeitar a diferença…
E todos nós nos lembramos daquelas brincadeiras preferidas de infância e dos amigos que
levamos para a vida toda!

Obrigado Patrícia Fernandes  Psicóloga Infantil (podem seguir no Instagram @slow.mae )

O que acharam deste texto? Lembram-se das brincadeiras preferidas de infância?

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Reinventar as Rotinas

Chega o Outono, muda a estação, reinventam-se as rotinas. Nos olhos das crianças vemos o misto de curiosidade, incerteza e excitação com tudo o que se passa à sua volta. Os novos ritmos, as novidades e contingências, a entrada numa nova escola, o regresso às rotinas, podem trazer uma montanha-russa de emoções – para os pais e para os filhos!

Mas as emoções não são mais do que informação do nosso sistema; não são boas nem más. São um feedback do que está a acontecer e do que isso pode significar para nós. Por isso por trás daquelas lágrimas, saltos efusivos ou pesadelos há uma criança a expressar uma necessidade, há procura da conexão com um adulto com quem se irá regular e reequilibrar. Crianças que reconhecem as suas emoções têm 40% menos probabilidade de agir de forma desajustada em situações de stress ou frustração.

E como nós adultos podemos ajudar? O primeiro passo é estarmos atentos às emoções das nossas crianças, reconhecendo a expressão da emoção como uma oportunidade para conectar e fortalecer a relação. Ajudar a criança a verbalizar o que está a sentir é outro caminho – “consegues dar um nome ao que estás a sentir?”; “onde sentes essa emoção no teu corpo?”. Usando uma boneca que gostem para ilustrar e estabelecer ligação entre eles e o brinquedo.

Depois, por mais desajustada que a emoção nos possa parecer, importa validá-la, comunicar empatia e compreensão. A partir daqui, podemos guiar e ajudar na resolução do problema.

Vamos falar de emoções?

Hoje partilhamos um texto da Patrícia Fernandes  Psicóloga Infantil que podem seguir no Instagram @slow.mae

Seguindo este “mote” iremos continuar, com esta nova coleção, a explorar as emoções e colocar ainda mais da nossa alma nas peças que criámos para vocês.

Esperemos que gostem!